quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Eu quero te amar

Ou: por favor, facilita as coisas pra mim e fica mais legal. Não quero desistir.

Ganhei 7 livros de natal. A trilogia de Halo, a saga Encantadas e um livro chamado As Treze Relíquias que no Skoob é marcado como o livro um de uma saga, mas já está fazendo aniversário de 3 anos e claramente não terá nenhuma continuação. 

Como eu estava ansiosíssima para ler Halo há tempos, foi o primeiro livro que abri em 2016, ainda no dia 1º. Fiquei animadíssima quando vi que a narração contrastava maravilhosamente com a de Belo Desastre, que foi meu último livro lido em 2015 (aliás, detestei), falando bastante da personagem, seu psicológico e fazendo muitas comparações da vida dela na Terra com a vida no Céu. Achei a mitologia muito bem construída e estava adorando tudo.

Para não dar spoiler desnecessário, vamos apenas dizer que, depois de uns 20 capítulos na mesmice, a autora finalmente decide colocar um elemento para deixar a história interessante e falha nisso. Falha miseravelmente.

Em português simples: amei a história, odiei o livro.

Como eu não queria desistir na metade e achava que as coisas melhorariam, terminei de ler o livro (levei 5 dias no total, mais do que o dobro de Belo Desastre) e já pulei para o segundo. Sabe quando o desespero para amar um livro é tão grande que a gente se obriga a ler durante horas para ver se sai do lugar? Porque talvez não tenha dado o clique ainda, mas, se eu tentar com mais vontade, talvez a gente se engate numa relação maravilhosa e faça valer a pena.

Agora devo estar no capítulo 5 ou 6, nem na página 100 ainda, com vontade de jogar o livro pela janela porque (não posso falar o motivo mas vamos fingir que eu contei) mas não pensando em desistir. Depois desse temos apenas mais um, e aí eu posso passar uns dias mergulhada em Gregório Duvivier que é pra ver se meu ânimo melhora.

Já comecei o ano fazendo ótimas escolhas, vejam só.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Taylor Swift book tag

Ou: postando com dois anos de atraso simplesmente porque deu vontade.

Uma das minhas resoluções de ano novo foi variar mais os temas dos posts do blog. Para iniciar essa árdua tarefa de parar de reclamar da vida e começar a dar conteúdos mais interessantes, escolhi uma tag bem antiga (lá de meados de 2014) mas que homenageia duas paixões: Taylor Swift e livros.

(Abro um parênteses para deixar claro que eu sei muito bem que minha fave é problemática, ninguém precisa tocar nesse assunto nos comentários. Afinal, aren't we all?)

Red (escolha um livro com a capa vermelha): escolhi Fazendo Meu Filme 2, da Paula Pimenta (que em fotos não parece tão vermelho assim, mas eu juro que é).

We are never ever getting back together (um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria "terminar" com ela): eu tinha duas séries para citar, mas vou de Os Imortais, da Alyson Noel. Li os três primeiros, lá em 2012, e depois perdi toda a vontade. A história começou a ficar muito forçada, as personagens estavam fazendo muitas coisas estúpidas sem motivo aparente e minha paciência se esgotou. Desculpa, Alyson, não foi dessa vez.

The Best Day (um livro que te deixe nostálgica): com toda a certeza do mundo, O Ladrão de Raios, do Rick Riordan. Comecei a ler Percy Jackson quando tinha 11 anos, e a série rapidamente se tornou a minha favorita. Desde que li pela primeira vez, PJO virou minha "cura" para ressacas literárias (e, ironicamente, foi a única coisa que curou minha ressaca pós-Percy Jackson). Vira e mexe eu estou relendo de novo.

Love Story (um livro com uma história de amor proibida): bati a cabeça para responder essa daqui, e acho que a resposta não é exatamente o que está sendo pedido. Escolhi A Hora Mais Sombria, quarto livro da série "A Mediadora", da Meg Cabot. Começa o relacionamento entre Suzannah (a mediadora) e Jesse, um fantasma que habita a casa dela. Não é uma relação proibida, apenas não é convencional, e provavelmente não terá futuro algum na série. Não sei, nem lembro se terminei de ler esse.

I knew you were trouble (um livro com um personagem mau, mas que apesar disso, te conquistou): agora é a hora de Harry Potter. Apesar de todos os pesares, eu adorei a construção da personagem do Voldemort. Os detalhes da vida da sua mãe, da sua própria vida, o motivo dele ser incapaz de amar... Tudo. Ele é o melhor pior personagem que eu já tive o prazer de acompanhar.

Innocent (um livro que alguém estaragou o final para você): Convergente, da Veronica Roth. Maldita a hora em que eu resolvi ler qual era o "super spoiler" do livro!

You belong with me (um livro que você está ansiosa para que seja lançado): os livros que eu estava ansiosa para serem lançados (Fazendo Meu Filme 4, Convergente, todos de Heróis do Olimpo...) já saíram, então não tenho nada no momento. Acho que escolho a coleção de A Rainha de Tearling, da Ekira Johansen. Até agora temos apenas o primeiro título traduzido, e eu quero que os outros sejam lançados para poder ler sem medo. Minha ansiedade se deve ao fato da minha pequena Emma Watson ter sido escalada para atuar no papel principal. Se é com a Emma eu tenho que ir na estreia, e para ver o filme, tenho que ler o livro. Portanto...

Everything has changed (um livro em que o personagem se desenvolve bastante): vou ter que falar de As Crônicas dos Kane, também do Rick Riordan. No primeiro livro da trilogia, os irmãos Sadie e Carter não faziam ideia de nada que estava acontecendo - ao passo que, no último, eles já são os reis do mundo. Esses estão na lista de livros que pretendo reler esse ano.

Forever and always (o seu casal literário favorito): não queria repetir livro, mas não tenho escolha. Meu casal favorito é Fanny e Leo, de Fazendo Meu Filme. Acho horrivelmente maravilhoso o fato de eles sempre terem sido o casal certo, mas no tempo errado.

Come back… be here (um livro que você não empresta, por medo dele não voltar): meu livro favorito, que é Sorte Ou Azar?, também da Meg. Não empresto e não deixo chegarem perto, porque se esse sumir eu não sei como vou fazer pra encontrar outro. Não lembro se já vi nas livrarias, já que esse definitivamente não é um dos melhores ou mais conhecidos da Cabot.


É isso, pessoal. Esses são os 10 itens da lista, e (por sorte) eu consegui citar todos os meus favoritos. 
Como essa tag não está mais sendo respondida, acredito eu, não vou indicar ninguém. No entanto, sintam-se livres para respondê-la e mandar aqui nos comentários. Falar de livros é sempre bom e eu adoro.

domingo, 3 de janeiro de 2016

A saga da gata chegou ao fim (e séries)

Acordei com o cheirinho do churrasco que meu pai fazia e dei de cara com duas notícias:

1) Tinha pão de alho;

2) A gata já estava de partida.

Aparentemente, minha prima resolveu encurtar a viagem justamente para receber a Lili o mais cedo possível. Meus irmãos não pareciam tão contentes, já estavam apegadíssimos ao filhotinho de olhos azuis (verdes?). Eu estava mais do que contente por ela finalmente estar indo embora.

Não me levem a mal, a coisinha é um doce. Nem um mês de idade e já era muito mais inteligente do que eu com uma centena de meses. Mas, mesmo assim, não posso negar que não sentiria falta alguma dos miados dela no meio da noite que me deixavam irritadíssima e com vontade de ensinar a criança a nadar.

No carro, foi um sufoco. O choro ficava alto demais para superar a voz da Anitta que nós ouvíamos no último volume (ou quase), as garras afundavam na pele da minha irmã que também berrava implorando para Lili parar, meu irmão berrava de rir da situação e eu e a minha outra irmã só cantávamos na batida e torcíamos para aquilo acabar logo. Durante alguns minutos, brincamos de fazer "shh" pra ver se a gata ficava quietinha, mas de nada adiantou. Lili é fogo.

Agora ela já está em casa, adaptadíssima e muito longe para seu choro me incomodar. Acho que essa foi a última vez que nos oferecemos para cuidar de um filhote para quem quer que seja.

Fofa, né? Nem parece que me mordeu hoje mesmo.


Mas vamos ao que interessa. O grupo Blogs Que Interagem sugeriu 3 temas para a blogagem coletiva de Janeiro, sendo o primeiro deles "séries que vou retomar em 2016". Como estou enroladíssima com várias séries há anos (literalmente anos, tem umas que o atraso vem de antes de 2015), nada melhor do que fazer um post para relembrar o fracasso que eu sou.

Vamos à lista!

1- Once Upon a Time
Essa série é meu amorzinho há quatro anos, e eu não consigo largar. Mesmo quando estou com uma temporada e meia de atraso, mesmo quando o plot é chato, mesmo quando os (d)efeitos especiais ficam tão ruins que eu tenho vergonha de admitir que assisto. Voltei a assistir ontem e pretendo estar em dia até o próximo final de semana. Que Netflix tenha paciência comigo.
(Estou com 16 episódios atrasados.)
2- Pretty Little Liars
Outra que eu vejo há quatro anos, mas muito mais esporadicamente. Faz tempo que PLL já não me encanta como costumava encantar, mas eu não tenho coragem de tirar do Banco de Séries porque foi a primeira série que eu comecei a assistir de verdade. É chata, enrolada e eu não vejo a hora de acabar, mas não dá pra largar. Desse ano o atraso não passa!
(Estou com 20 episódios atrasados.)

3- Agent Carter
Não sei qual a razão de ter colocado essa na geladeira. Eu comecei a ver no dia seguinte ao da estreia e me apaixonei por tudo. Acho que foi a preguiça...
(Estou com 4 episódios atrasados.)

4- Suburgatory
Recomendada por uma amiga há uns três anos, comecei a ver e logo de cara assisti a uma temporada e meia. Provavelmente coloquei na geladeira quando minhas outras séries voltaram do hiatus, mas agora Suburgatory já foi concluída e eu posso assistir sem medo.
(Estou com 25 episódios atrasados.)

5- Gossip Girl
Não podia faltar essa para a lista! Comecei a ver há, também, quatro anos, mas não terminei porque na época eu ainda alugava os DVD's na locadora, e com o tempo nós paramos de ir lá. Agora que a série já foi concluída, talvez seja a hora perfeita de maratonar.
(Estou com 103 episódios atrasados. Isso dá todas as temporadas menos a primeira.)


Uma sorte de 2016 é bissexto. Pena que vou precisar de uns 3 meses a mais para colocar tudo em dia.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Sobre não ser uma cat person e já ter chorado no segundo dia do ano

A gata da minha prima foi encontrada morta recentemente. Minha prima resolveu adotar uma gatinha nova. Minha irmã resolveu o problema e, depois de uma conversa confusa da qual eu não me lembro direito, a tal gata veio parar na minha casa. Chegou ontem e só vai embora na segunda.

Sem entrar em grandes detalhes porque, apesar de ser muito fofa, Lili ainda não é minha amiga, quero apenas comentar três fatos:

1) Urina de gato tem um cheiro horrível mesmo quando o gato em questão não tem nem um mês de idade.

2) As fezes voam. Não perguntem.

3) Eu tenho certeza que o miado dela é um piado e, na verdade, Lili é uma galinha com crise de identidade. 

Foi cuidando dessa gatinha que eu me descobri 110% dog person. Tenho certeza de que choro de cachorro é tão insuportável quando miado (piado?) de gato, mas eu duvido que ficaria tão mal humorada quanto fiquei nesses dois dias de 2016.

E por falar em dois dias.

Ano passado me jogaram numa sala completamente diferente da minha de 2014, o que me fez apanhar bastante para não ficar deslocada e me manter em contato com as melhores sem que parecesse forçação de barra. Mas, claro, porque eu fui uma péssima observadora, a coisa inteira foi uma gigantesca forçação de barra até o dia em que resolvi parar.

Eu não parei porque queria me afastar, tampouco porque a amizade delas já não me era importante. Foi, e continua sendo, uma parte da minha vida que eu não quero esquecer. Mas é inviável manter um relacionamento unilateral em que você é a única making moves, quando todo o resto já não faz questão nenhuma de manter laços.

Mesmo que eu tenha parado há tempos, mesmo que a gente só conversasse uma vez ou outra quando nos encontrávamos no corredor, mesmo que a última conversa de verdade que eu tive com qualquer uma delas tenha sido no começo do terceiro trimestre (mais ou menos em setembro), ver uma foto nossa ser postada em comemoração ao ano novo e saber que minha cara foi cortada doeu. Doeu bastante. E foi a primeira vez que eu chorei em 2016.

Mentira. Chorei lendo Halo e vendo um episódio de The Flash. Mas foi a primeira vez em que motivo era pessoal.

E teria continuado a chorar, se eu não tivesse me lembrado que era para esse ano ser diferente. Era para eu me desapegar de coisas que já não me faziam bem algum, para respirar fundo e contar até 10 antes de sofrer sem razão, era para fazer ser melhor. Dessa forma, engoli o choro junto com uma frase importantíssima de As Vantagens de Ser Invisível e segui em frente. Isso depois de reclamar um pouquinho, é claro, porque a foto é nossa.

But because things change. And friends leave. And life doesn’t stop for anybody.
- As Vantagens de Ser Invisível, p. 145. Só que se procurarem no livro em português, ela obviamente estará traduzida.

É nóis, Charlie.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

... Feliz ano novo.

E aqui está a segunda (e última parte) do especial de ano novo

Quebrei a cabeça pra fazer essas metas, porque não queria nada que já estivesse na lista das 101 coisas em 1001 dias, mas, ao mesmo tempo, não conseguia pensar em nada que não estivesse nela. Acho que essa brincadeira vai acabar desbancando meu especial.

Sem mais delongas, vamos às metas:

1. Beber ainda mais água, me alimentar melhor, deixar de ser sedentária.
Essa realização está presente em todas as minhas listas de metas, provavelmente. Ano passado eu consegui os dois primeiros itens, mas continuei afundando o sofá de tanto ficar sentada nele. Agora não dá mais pra fugir, tenho que mudar esse costume.

2. Me dedicar mais aos estudos.
Já falei algumas vezes de como apanhei da escola esse ano, então acho que nem preciso justificar essa daqui. 

3. Escrever mais.
E deixo em aberto. Não importa se é no blog ou fora dele, escrever mais é provavelmente a minha maior meta de todas. 

4. Cuidar mais da minha saúde.

5. Cuidar mais da minha pele e do meu cabelo.

6. Variar mais os temas dos textos do blog.
O Entrelinhas sempre foi 110% pessoal para mim, e quem me acompanha já deve ter percebido. De todos os textos publicados (e, também, os que nunca saíram do rascunho ou que foram excluídos), apenas uns três ou quatro fugiam dessa temática. 
Para acabar um pouco com essa coisa de só postar desabafos/reclamações/absurdos/metas que não serão atingidas, pretendo variar um pouco. Falar mais sobre livros, filmes, séries, músicas e Taylor Swift. Responder mais tags, fazer uns vídeos e escrever mais crônicas. Mudar o cardápio, porque comer só macarrão todos os dias também não dá.

7. Finalmente ler Orgulho e Preconceito.
Essa é uma das minhas maiores metas de vida, por favor. Todo ano penso em ler, todo ano vacilo. Já até vi o filme (sim, sem ler primeiro), jurei que pediria emprestado para alguma irmã minha e esqueci no dia seguinte. Sou um caso perdido. 


E é isso. Essas metas foram menores porque, como eu já disse, não queria repetir os itens que já estão na listinha das 101 coisas. Em janeiro de 2019, não se preocupem, voltamos à programação normal (que envolve milhares de metas que eu jamais vou cumprir).
Quem tiver um post desse jeito, pode deixar o link nos comentários para eu dar uma conferida. Um beijo e até mais.