sexta-feira, 5 de abril de 2013

Fácil, né, fera?

Sabe, se tem uma coisa que me irrita para demais - fora falsidade e vizinhos que estacionam o carro na frente da minha casa - é quando falam que teatro é fácil.

Acho que as pessoas não deviam cutucar a onça com vara curta. Quer dizer, é muito óbvio que eu tenho experiência suficiente no teatro (cinco anos completos) para poder fazê-los engolir todos aqueles argumentos ridículos - "teatro é só decoreba", "é bem mais fácil fazer teatro do que jogar futebol", "teatro qualquer um consegue fazer, quero ver jogar que nem o Neymar" -, mesmo que a educação não me permita. Então porque elas cutucam? Não temem o perigo, não?

Quando meus amigos vem me falar que teatro é puro decoreba de texto, eu juro que minha única vontade é dizer: "Sim, isso que o Alan Rickman faz é decoreba mesmo". Mas eu fico quieta. Por quê? Porque eu sei que a educação deve falar mais alto, e eu calo a boca.

Porém agora eu não preciso calar a boca, né? Tecnicamente, eu estou teclando, e não falando. Né?

Então eu vou fazer uma listinha pras feras que dizem que teatro é fácil. É a vez delas calarem a boca.


Quatro anos?

Uma faculdade de artes cênicas (basicamente ensina tudo sobre as "artes em cima do palco", e isto inclui o teatro) dura, em média, oito semestres/periodos - ou seja, quatro anos. Se teatro é puro decoreba, porque precisamos de quatro anos de faculdade para sermos considerados profissionais?


Teoria? Psicologia?

De acordo com o Guia do Estudante da revista Abril online, o estudante de artes cênicas precisa ter aulas teóricas (para os leigos: precisam ficar algumas horas sentados numa cadeira dura e desconfortável ouvindo, lendo e anotando o que os professores mandam. Como na escola, só que bem mais legal) da história da arte, filosofia, psicologia, literatura dramática e outros. Se teatro é tão fácil, pra quê os estudantes precisam estudar tanto?


Pós-graduação?

Pensaram que eu ia parar por ali? Não. Não estava nos meus planos. A faculdade federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) tem um programa de pós-graduação em artes cênicas (que você pode conferir aqui) para especialização/formação de professores de artes cênicas. Por favor. Como se o teatro precisasse ser ensinado... Ah, não, pode ignorar esse pequeno tom de ironia. Juro que não foi proposital.

Três anos de experiência mais doze de vida vezes sexta série igual...?

Eu sei que muitos vão dizer "teatrinho de escola não conta", mas eu vou falar mesmo assim.
Minha escola disponibiliza um "curso" de teatro, que conta com quatro fases (as aulas só acontecem duas vezes por semana, quase me esqueci de dizer isso):

Teatro 1: é onde a maioria começa "sua jornada artística" e também onde se encontram os atores que tem entre 7 e 12 anos. Começa um pouco depois das aulas da tarde acabarem (18h) e tem cerca de 1h40 de duração. É o teatro mais "básico", por ser o ponto de partida, e onde fazemos menos peças e temos menos participações. Sem querer desmerecer ninguém, mas são poucas as pessoas que, caso tenham a opção de escolher, vão optar por entrar no teatro um.

Teatro 2: começa ás 10h30 e vai até 12h10, se não me engano. Não é tão básico quanto o teatro um, e a maioria das pessoas que estão aqui tem um ou dois anos de experiência. Boa parte da galera empaca aqui durante, mais ou menos, três anos, pois é o único turno na parte da manhã e única opção para quem estuda de tarde e tem preguiça de ficar depois da aula (tipo eu, risos). Se você começou na primeira série e fica até a quarta série estudando de tarde, vai ficar no teatro 2 durante três anos. Não tem tantas participações, mas já exerce papeis mais importantes (eu no meu segundo ano de teatro dois fiz a abertura da peça DEZ [falei sobre ela aqui] e uma peça-minúscula-de-dez-minutos chamada Palhaços, que era mais uma atração pro público não fugir enquanto o Grupo se preparava para a apresentação. Ou, como meu professor chamou, "abertura do Encena Santa [acho que é tudo junto assim]").

Teatro Intermediário: começa 13h30 e vai até 15h10. Quando eu estava no intermediário, tudo o que fiz foi participar da Coroação de Maria (quem aqui estuda em colégio católico e sabe do que estou falando?) e só, mas hoje é praticamente igual ao Grupo. É a mesma coisa que o teatro 2, mas com o bônus de ser o último estágio antes do Grupo de Teatro. Se você entrou no intermediário com 11 anos e faz teatro desde os 8 ou 9, então no ano seguinte está liberado para ir pro Grupo. Duas vezes por semana.

Grupo de Teatro: começa ás 15h20 (era para ser h30, mas a gente sempre estava lá muito antes da aula começar, então...) e termina ás 17h10. O grupo é o top da parada, que faz a Coroação de Nossa Senhora, participa do Encena Santa e faz apresentações fora do colégio. Todos que fazem teatro tem como objetivo alcançar o grupo. Antes esse estágio era o que tinha mais privilégios, mas agora o intermediário é quase um segundo grupo (só que não faz apresentações fora, mas o resto...) então nem tem tanta graça. Era nesse nível que eu estava no ano passado.

Agora, me digam: se teatro é tão fácil, então porque um teatro de escola tem tantos níveis e exige alguns anos de experiência para poder atingir o grupo?




Acho que já tá na cara que teatro não é nada fácil, então eu fico por aqui. Queria apenas dizer que infelizes são os que não tem a experiência prazerosa de apresentar uma peça. Realmente, eles não sabem o que estão perdendo.

Eu até diria mais, mas machuquei o dedo e ele está latejando um pouquinho (oh, você por aqui, sarcásmo?). Talvez eu volte semana que vem. Não sei.

P.s.: qualquer erro, me avisem pelos comentários. Não está that easy escrever com o dedo assim.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Nineteen...

Hola, que tal?

Eu acho que desaparecer desse negócio virou um costume. É incrível como eu gosto de fazer isso (por mais que entre no Blogger todos os dias para ver quando tem post novo nos outros blogs muito mais legas que o meu, rs rs). Ok, talvez eu não goste. Mas é que, ah. Postar dá muito trabalho, e eu tenho muita preguiça.

Aliás, falando em preguiça, preciso mudar esse blog imediatamente. Preto plus branco plus azul é uma combinação extremamente cegante. Aposto que todo mundo que entra no blog achando que é o máximo, super legal, que fala sobre coisas ultra interessantes (o que é verdade, né?), foge assim que a página termina de carregar. Esse bg preto me dá uma preguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiça de ler.

Ok, mas não é sobre isso que eu vim falar.

Vim reclamar desse mês chato called janeiro, que só não é mais insuportável pois temos Pretty Little Liars toda terça feira (Mona-Mania daqui três dias, amores). 

Janeiro é o mês mais chato de todos, e nem neguem. Principalmente com esse climinha chato que minha cidade tem (hoje resolvi dar banho no Sirius, e ele ficou ainda mais fedido... Conto essa história depois). Chove, chove, chove e quando tem sol a piscina está TÃO SUJA que a gente evita passar perto. Depois que Natal/Ano Novo passa, a maioria das pessoas volta para casa e espera, (not so) pacientemente, que algo mágico e extremamente interessante aconteça além de passar o dia todo vendo filmes no telecine. Claro que não acontece. Eu estou tentando falar com minhas amigas desde o começo de dezembro, mas tá todo mundo viajando e eu fiquei sozinha, completamente alone, tendo como companhia apenas um monstrinho em formato de cachorro. O Sirius. Depois posto uma foto dele.

Janeiro é parado, sabe? Principalmente em comparação com dezembro. Se tem feriado eu não me importo, não tem aula para perder, né? Os feriados são inúteis. Os dias de chuva são extremamente inúteis (e frequentes). As conversas no msn para tentar combinar algo com os coleguinhas são tão inúteis quanto rinite. O tédio é inútil. Janeiro é inútil.

Me perdi no meu próprio raciocínio.

Ai, janeiro. Você está derretendo os meus dois neurônios que restaram. Para com isso, cara, daqui vinte e dois dias eu volto para a escola. Eu preciso dos meus neurônios.

Ou não.

Enfim.

O bom é que faltam apenas (AP-EN-AS) dezenove dias para esse mês insuportável acabar. Viram, por isso o título do post! Posso ser burra, mas meus posts tem lógica. Ou não.

Ah, é, a foto do Sirius:

Eu não sei quando volto. Espero retornar ainda em janeiro, mas sei lá. Sou imprevisível. É. Sou uma caixinha de surpresas. Uma bem bonitinha e cheia de símbolos do infinito, que é meu símbolo preferido (um dia eu explico isso).

Saudades de quando o Sirius era cheiroso e pequeno e inofensivo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

... Feliz ano novo.

Pensei que eu ia aguentar ficar sem postar até dois mil e treze. Mas acontece que não fui forte o suficiente para aguentar mais vinte e quatro horinhas. Poxa, Madu! Como você é fraca!


Andei passeando por blogs alheios e vendo que muita gente fez uma listinha de metas para 2013. Confesso que também já fiz as minhas metas particulares, mas nem cogitei a ideia de postá-las aqui (não preciso dizer o motivo, preciso? Acho que o particulares já fala bastante). Agora, pensando bem, não vou morrer por compartilhar com vocês os meus desejos para 2013, vou? Ninguém me conhece mesmo, rsrs você não conta, mãe.

Ok, vamos lá.

1. Ler mais livros do que eu li esse ano.

A coisa está tão séria que eu precisei fazer uma meta só para me lembrar de ler mais. Vocês acreditam? Eu, uma pessoa que inseriu livros em sua dieta assim que aprendeu a formular frases, não li mais do que dez livros esse ano. Tirando os que eu reli, por favor. Só Percy Jackson eu li duas vezes. E Harry Potter eu comecei no ano passado, então também não conta. (Conta? Acho que sim...). No total, foram uns doze livros. Não me lembro de todos direito, mas acho que foram: Harry Potter, Os Imortais (até o terceiro), Os Instrumentos Mortais (até o segundo), Fazendo Meu Filme e só.

Poucos, admitam. Fora que Harry Potter eu comecei no ano passado e Fazendo Meu Filme também, só coloquei aí porque li 6% do último ontem e vamos fingir que é o suficiente para acrescentar na lista de "lidos". 

Eu amo Fazendo Meu Filme.

Principalmente porque grande parte das frases do quarto são de Harry Potter. 

Awn.

2. Largar essa mania chata de abandonar as fanfics quando estão na metade.

Ao todo, eu abandonei 20 fanfics no total - fora as que eu escrevia no meu blog antigo, mas creio que não contam. A questão é: a minha criatividade espera até eu chegar na parte mais legal da história, onde milhares de coisas estão para acontecer, e me abandona. Sorte a minha é que eu já resumi os acontecimentos de A Escolhida, aí tudo o que eu preciso é uma pequena parcela de criatividade para criar os diálogos e escrever os capítulos (pois o que acontece eu já sei).

De qualquer forma, é uma mania que eu preciso abandonar. Se for para começar uma fanfic, que seja para valer e sem interrupções! Não quero deixar meus leitores na mão, até porque eles são os únicos que gostam de mim no Nyah!.

3. Estudar muito, mas muito mais.

Pode rir que eu deixo.

Esse ano eu quase fiquei de recuperação duas vezes em história (ambas por erro de somatória da professora, mas isso não significa que minhas notas tenham sido boas). Preciso começar a estudar - ou só reler o que foi passado na aula - urgentemente. Até consigo empurrar com a barriga durante mais um tempinho, segundo a professora de ciências (que bom exemplo ela, não? Dizendo que nós podemos passar o Fundamental inteiro sem estudar), mas isso precisa acabar antes do Ensino Médio, ou eu me ferro.

E eu não quero me ferrar.

Nem um tiquinho.

4. Aprender a controlar essa TPM abusiva.

Nada a declarar.

5. Passar o ano novo de preto.

Não sou emo, gente, por favor. Mas acontece que também não sou daquelas pessoas que super acreditam nessa superstição boba que o preto trás má sorte, tristeza e afins. Eu considero o preto uma cor bem legal para passar o ano novo - tirando a parte de que fará 30º nesse experimento de Aquecimento Global chamado minha cidade - e quero muito passar a virada com essa cor.

Dei uma pesquisada, e grande parte (para não dizer todas) das pessoas que passam de preto, afirmam que nada mudou. Não foi mais triste por ter vestido preto, não foi um ano de luto por ter usado preto, não foi extremamente depressivo por terem pulado as sete ondinhas de vestido preto. Assim como as pessoas que usaram branco não tiveram um ano só de paz, as que usaram rosa não tiveram um ano só de paixões, e as que usaram dourado não tiveram um 2012 repleto de riquezas - a maioria diz ter passado longe disso, aliás. 

Quero quebrar o costume de usar sempre branco/vermelho/cores claras e usar preto nesse ano novo. Quem está comigo? Sons de grilos ao fundo.



Bom, é isso aí, pimpolhos. Não sei quando eu volto. Tudo depende da minha vontade de postar. Espero que tenham um maravilhoso ano novo, cheio de comidas boas, felicidade, amor, paz e tudo o que a Globo deseja. Faço minhas as palavras da emissora.

Beijão.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Adeus ano velho...

Eu ia começar o post pedindo perdão por ficar tanto tempo sem atualizar o blog - sabendo que vocês não engoliriam nenhuma das minhas desculpas esfarrapadas - e daria um toquezinho de humor, como eu costumo fazer.

A questão é: minha criatividade está tão desgastada que nem para humor eu sirvo mais. De engraçada já tem minha cara, né? Pra quê acrescentar isso num post que ninguém vai ler de um blog que nem minha mãe lê mais, eu me pergunto.

De qualquer forma, vamos ao assunto principal da postagem: ano novo.

Já estamos no dia vinte e seis de dezembro - insiram o coro de "nossa, como o ano passou rápido" aqui -, aguentando um calor insuportável que promete nos cozinhar em panela de pressão e saindo do clima natalino para entrar no clima adeus-ano-velho-feliz-ano-novo com um empurrãozinho da chata da Globo. 

Aliás, assistiram o especial de Natal do Roberto Carlos? Que palavra usar para descrever, senão lixo? Que me perdoem os/as fãs do "rei", mas não ficou muito legal. Aquelas empreguetes, o loiro aguado do Michel Teló e outros (des)convidados estranhos acabaram por destruir algo que já não era tão bom assim.

Mas voltando ao assunto principal. Sem querer entrar na onda "esse ano passou rápido", mas já entrando, assumo que concordo com essa afirmação. E não passou apenas rápido, mas 2012 voou. Tão veloz que eu não consigo nem mesmo parar para pensar e tirar minhas próprias conclusões sobre ele. Parece que tudo aconteceu em uma semana!

Acho que um bom resumo desse ano é: agitado. Não que isso seja super bom, é claro. Muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Algumas boas, outras ruins, outras péssimas e outras do tipo indta (isso não deveria ter acontecido). Perdi muitos amigos, assim como ganhei outros vários. Aguentei muitas fãs de bandas chatas, superei o fato de que é muito óbvio que o Miss Universo e o X Factor foram comprados, ou as vencedoras seriam, respectivamente, a Miss Venezuela e a Carly Rose Sonenclar. Ai de quem discordar de mim. Nem tem como, fala sério. 

E ainda teve o Emblem3, que é mais inquietante que hemorroida, entenda como quiser.


Sei que esse post foi curto e chato, mas é que eu não tenho mais nada pra falar. Não quero fazer uma reflexão profunda sobre a vida e o surgimento do universo como sei que muitos blogs farão, e também não quero ficar enchendo linguiça dizendo (ou mentindo) que 2012 foi um ano maravilhoso. Foi só um ano. Rápido, inquietante e muito chato mesmo. 

Dois mil e treze vem aí. Que este não me desaponte.

domingo, 9 de dezembro de 2012

E aí deu tudo errado

Ah, vai. Se você disser que nunca teve um dia em sua vida no qual 90% deram errado, então você está mentindo.

Sábado, dia 8, foi um desses dias em que minha sorte tirou férias.

Já começou cedo, quando eu estava dormindo e o Sol veio iluminar a cidade. Fui acordar dez pra meio dia, o tempo já estava começando a fechar e eu não pude nadar. Eu AMO nadar, muito mesmo, e não consegui entrar na piscina. Poxa, poxinha, poxão!

Depois, durante a tarde, o Sol deu as caras. Mas não o Sol normal, que vem e fica. Era só aquele solzinho ardido que antecede a chuva, sabe? Aquele que a gente ama mas que vai embora rápido? É, então, ele meio que olhou pra minha cara e falou "Sua última chance de aproveitar a piscina. Go ahead and have fun". O que eu fiz? Corri por o meu biquíni para ficar pronta antes do Sol sumir.

Consegui nadar - glória a Deus pai - durante uma hora, mais ou menos. Não que o Sol tenha ficado no céu durante uma hora, mas isso nunca. Ele ficou me encarando por uns vinte minutos e, quando viu que a água da piscina já estava quentinha e que eu conseguia me virar sem sua presença, foi embora. Ainda estava bem calor, então ele apenas não fez muita falta.

Quando o tempo fechou - ah!, mas agora que a brincadeira estava ficando boa? - eu e a minha irmã resolvemos guardar todas as coisas e tomar banho antes da chuva chegar. Isso deu certo? Não, não deu certo.

Pra começo de conversa, não tinha shampoo, e eu não queria lavar o cabelo com sabonete. Ui. Então, é claro, tive que esperar minha mãe voltar do mercado.

O que aconteceu?

Caiu uma chuva torrencial, acompanhada de um vento tenebroso e, juntos, eles conseguiram derrubar o galho de uma árvore. Ou foi a árvore inteira? Sei lá, eu não saí para ver como as coisas estavam lá fora. De qualquer forma, o galho fez uma pirueta e acabou a luz. Isso ás 17h.

Lá pelas seis ou sete horas, minha mãe ligou para meu pai ir buscá-la no mercado, e já aproveitou a ligação pra soltar a bomba: a chuva foi tão forte, que alagou o supermercado inteiro, deu pane no sistema e eles enxotaram todos os clientes. Ela ainda não tinha passado as compras, então teve que largar tudo que tinha separado e correr pra casa. Chato, né? É. Ela passou num outro mercadinho que estava aberto e comprou umas coisinhas e tal, mas...

A gente ainda aproveitou o restinho de claridade natural antes da COPEL chegar - ah, filha, é um problema tão fácil de se resolver. Se a COPEL vier, não dá nem dez minutos e a luz volta - para resolver nossos problemas, e ficamos lendo na varanda. 

Não sei vocês, mas eu amo ler com uma musiquinha de fundo. Fui buscar meu celular, os fones de ouvido e meu iPod quando o pé do sofá se meteu no meio do caminho do meu dedinho esquerdo. Tinha, né? Dei uns berros que, provavelmente, fizeram meus vizinhos se preocuparem. Meu dedo inchou e eu não consegui encostar no chão. 
Aliás, ainda não consigo, dói muito, ás vezes chega a latejar mesmo, mas não vem ao caso.

Então, lá estava eu: dedo luxado, no escuro, assistindo a chuva, escutando meus irmãos discutindo, sem paciência para ler, morrendo de sono, mas inteira cheia de cloro de piscina, literalmente dos pés a cabeça, mas sem poder tomar banho - o aquecedor é elétrico, e eu não queria tomar banho frio.

Depois de várias músicas da Madonna, disputas de quem fala inglês melhor - a falta de energia acaba juntando a gente, né? - e discussões, resolvi que estava com sono e fui tomar banho - FRIO! - para poder dormir.

Se eu consegui dormir?

Pf, claro que não.

Fiquei acordada das 23h até a 01h brincando de fazer sombras com a minha lanterna, lendo, sonhando acordada... Mas pregar os olhos? Nada.

Adivinha?

01h15 da manhã, a luz voltou. Como minha sorte tinha viajado, a televisão da sala do andar debaixo estava ligada e num volume absurdo, a ponto de eu começar a me sentir incomodada. Pensei que meus pais/irmãos iam acordar. Cara, naquele volume é impossível não ouvir! Mas é claro que não acordaram. Lá fui eu, um e pouco da matina, apagar todas as luzes do andar debaixo, desligar a televisão e tudo isso sem fazer um ruído porque eles ficariam bravos - bravos, tsc tsc, bem mais que isso - seu eu os despertasse do sono de beleza.

Consegui dormir quando eram umas quatro horas da manhã. O pé doendo, a paciência também, morrendo de vontade de quebrar a COPEL na base da martelada, mas tendo que se controlar.

Por que a televisão pode acordar meus pais. Eu não.



É isso, gente. Vim só relatar meu lindo e mágico pior dia do mês. Pelo menos eu tenho um assunto essa semana, né? Eu nunca tenho.

That's all, folks.

Adeus.