terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

TAG: Descobrindo novos blogs

Diminuí o ritmo nas últimas semanas, mas juro que não morri. É que o número de posts nos rascunhos é tão grande que eu nem penso em escrever mais, risos.

Mas vamos lá.

Quem me indicou a essa tag foi a lindona da Beca, do Café de Beira de Estrada

Regras

→ Agradecer a indicação, colocando o nome e o blog da pessoa que te indicou;
→ Responder às perguntas abaixo;
→ Indicar até 10 blogueiros para responderem a TAG e avisá-los do convite;
→ Formular 10 perguntas para os blogueiros responderem;
→ Deixar o link da TAG respondida nos comentários.

Perguntas que recebi

1. Qual é a sua bebida favorita?
Coca cola, provavelmente. Nos últimos dias eu só tenho bebido coca e água.
2. Se o mundo fosse acabar amanhã, o que você faria agora?
Mandaria a real pro crush HAHAHA. Se o mundo vai acabar, não tenho nada a perder, né?
 
3. Que música melhor te define?
Nunca parei para pensar nisso, na verdade. Minha música preferida de todos os tempos é Payphone, do Maroon 5, mas não tenho certeza se é a que melhor me define.
4. O quão fácil é te fazer sorrir?
Qualquer piada boba e vídeo de cachorrinhos me faz sorrir.
5. Como seria o relacionamento dos teus sonhos?
Estável, em que a confiança nunca é abalada e o respeito é mútuo. De preferência uma relação que não me deixe ansiosa para ver a pessoa como se sempre pudesse ser a última vez, mas sim algo que me dê a sensação de que nós podemos passar dias sem nos ver que as coisas continuarão iguais.
6. Se você pudesse dar vida a um único personagem da ficção, qual seria?
A Jinx, de Sorte ou Azar. Renderia umas conversas legais.
7. Qual foi o melhor presente que você já recebeu?
Meu cachorro.
8. Qual o seu talento secreto?
Não tenho nenhum que seja secreto haha
9. O que te tira do sério?
Falsidade e a palavra "pala".
10. O que é felicidade para você?
Estar tão bem que qualquer coisa me faz dar risada e as horas parecem passar voando.

Perguntas feitas por mim

1. Qual personagem de qual série/filme é mais parecido com você?
2. Se você pudesse reviver 3 momentos da sua vida, quais seriam eles?
3. Uma coisa que você sente falta.
4. Uma coisa que você fica feliz ao lembrar que já acabou.
5. Qual sua comida preferida?
6. Se você tivesse a oportunidade de passar um dia com uma pessoa (famosa/distante), quem seria?
7. Se você só pudesse ouvir um artista pelo resto da sua vida, qual seria?
8. Um lugar que você gostaria de poder visitar.
9. Um livro que você nunca vai conseguir vender/doar.
10. Uma memória que você gostaria de poder deletar.

Indicados 

Como eu não conheço 10 blogs que ainda não tenham respondido a tag, não vou conseguir indicar. Fica aqui em aberto para todos os leitores que quiserem participar, é só deixar nos comentários o link do blog/postagem.

Beijão!
 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Precisamos falar sobre adolescência (e as tentativas de corrompê-la)

É de conhecimento geral a declaração polêmica feita pelo (agora) ex-BBB Laércio a respeito de namorar meninas de 16 e 17 anos. Na casa, a única participante a falar algo sobre isso foi Ana Paula, fato que não foi bem-recebido por quase ninguém de dentro (e fora) do programa.

Eu obtive dois tipos de reação quando contei esse fato para as pessoas. Algumas me disseram "que nojo, ele é pedófilo"; e outras responderam "e ele gostar de mulher mais nova o torna pedófilo?" (infelizmente, não, eu não respondi que uma das "mulheres mais novas" tem a minha idade).

Não sei se é porque adultos gostam de fingir que nunca foram adolescentes e preferem ignorar a parte do cérebro que lembra como era a fase, ou se é porque eles realmente não lembram como era, mas o negócio é: ninguém parece se tocar de como isso afeta as meninas em questão.

(Friendly reminder: o que eu estou prestes a fazer não é uma análise psicológica profissional, apenas uma análise feita por alguém que está passando pela adolescência e sabe qual a sensação.)

Adolescência é uma fase de transição. Ao mesmo tempo que ainda temos uma cabeça um tanto quanto infantil, sentimos a necessidade de agir com uma maturidade que às vezes nem mesmo existe. Essa necessidade não parte unica e exclusivamente de nós. Ela surge quando tudo ao nosso redor cobra de nós um comportamento mais maduro.

Começa a cobrança para pensar no futuro. Vestibular, ENEM, faculdade. Emprego. O que você quer ser quando crescer? O que pretende fazer quando sair da escola? Se não souber, eu te indico uns testes vocacionais. Você vai à feira de profissões desse ano? Você combina com Direito. Você devia fazer arquitetura. Tem certeza? Medicina não faz muito sua cara, não. Quer ser professor? Isso não dá dinheiro. 

É cobrado de um adolescente de 17 anos que ele saiba o que pretende ser durante o resto da sua vida. Um adolescente, que ainda precisa estar acompanhado de um maior de idade para entrar em alguns shows e festas. Que ainda precisa de autorização para viajar. Que precisa pedir permissão para ir ao banheiro.

Essa cobrança faz com que o adolescente sinta que precisa se mostrar maduro. Precisa mostrar que é adulto, resolvido e dono da própria vida, que sabe o que está fazendo e sabe como agir e lidar com as consequências. Mas, como eu já disse ali em cima, é uma fase de transição. A cabeça infantil ainda está presente.

Durante a sua adolescência, pense em quantas vezes você não foi influenciado por outras pessoas. Seu posicionamento político partia das suas próprias pesquisas ou da opinião dos seus pais? Você costumava gostar (ou desgostar) de alguém com base no que terceiros te diziam? Você, alguma vez, já fez papel de "maria vai com a outras"?

Aí começa a famosa "rebeldia adolescente".

Diferente do que pensam os que saíram dessa fase, adolescentes não se rebelam para incomodar. Para encher o saco. Para dar dor de cabeça. Batemos de frente com adultos não para gerar confusão, mas para mostrar que sabemos o que estamos fazendo. Que somos donos do nosso próprio nariz. Que não precisamos de ninguém nos dizendo o que fazer, porque somos plenamente capazes de agir por conta própria.

E não precisa ser adolescente para saber que isso tudo é balela.

Então juntem esses fatores. A rebeldia, a ingenuidade e a necessidade de demonstrar maturidade. Pensem numa criança agindo como se fosse adulta e responsável, mas sendo extremamente manipulável.

Agora pensem num senhor de 53 anos, todo "descolado", passando a imagem de romântico e zen. Ele aborda a adolescente de 16 anos num "rolê". Fornece bebidas, fala sobre memes e até finge gostar de Lady Gaga só para criar assunto.

Temos um conflito.

De um lado, a adolescente percebe (até de forma inconsciente) a chance de bater de frente com adultos. Afinal, é bem comum que pais queiram regular que tipo de rapazes (ou moças) seus filhos namoram. E apenas uma minoria deles aprovaria uma menina de 16 anos saindo com um homem de 53.

Por outro lado, ela é ingênua. Manipulável. Ela gosta de ser tratada dessa forma. Ele é mais maduro que os meninos de sua idade. E ele pode, de várias formas diferentes, tirar proveito da situação (e da garota).

Preciso continuar?

Adolescentes se envolvem com adolescentes. Adultos se envolvem com adultos. Uma relação entre adolescentes e adultos onde a diferença de idade é de quase 40 anos, me perdoem, mas não é certa ou saudável. E nós não precisamos falar de leis para saber disso.

(Tem um episódio de Modern Family em que a Haley sai com um homem de 40 anos para bater de frente com o Phil, mas eu não lembro qual é e estou com preguiça de procurar. Então, de encerramento, fica esse tweet brilhante:)


domingo, 31 de janeiro de 2016

Cinco formas de complicar tudo da pior forma possível

  1. Se odeie. Quando se olhar no espelho, faça questão de destacar apenas aquilo que há de pior em você, e engula qualquer elogio que surgir em sua mente. Lembre-se: você não deve ter amor próprio.
  2. Coloque o bem-estar de outros acima do seu próprio. Quando estiver num relacionamento afetivo, busque sempre priorizar o outro. Está tudo ruim porque seu namorado não tem controle sobre as próprias emoções e costuma botar o peso do mundo nos seus ombros? Não termine a relação. Sua namorada tem ciúmes até da sua sombra e a falta de confiança nela em você está começando a prejudicar sua vida fora do namoro? Permaneça com ela. Lembre-se: além de ter que lidar com seus próprios problemas, você sempre deve resolver os dos outros também.
  3. Deixe que as pessoas te usem para alcançar os próprios objetivos. Não seja ambicioso, não siga seus sonhos. Sabe aquele colega que usa suas conexões para subir na vida? Deixe que ele faça isso. Sabe aquela pessoa que finge ser sua amiga porque está interessada em alguém próximo de você? Não se afaste dela. Lembre-se: colocar sua vida em primeiro lugar é o pior erro que você pode cometer.
  4. Quando sentir a necessidade de fazer algo que parece um tanto trabalhoso, deixe a preguiça falar mais alto. Esse ponto é importantíssimo! Seu desejo profundo de visitar os parentes que moram do outro lado do país deve ser superado pela falta de vontade de organizar a viagem. Quando te der vontade de ir para uma das festas que seus amigos te falam tanto, foque na sua preguiça de se arrumar de forma adequada. Lembre-se: qualquer coisa que te dê o mínimo de trabalho, mesmo que você saiba que te fará bem, deve ser evitada.
  5. Querer ser feliz em meio a uma situação ruim é egoísmo. Quando estiver acontecendo algo de ruim na sua vida, você deve permanecer triste até que ela acabe. Se a situação ruim não tiver fim, como a morte de um parente, você não deve ficar feliz. Não pense no seu bem-estar emocional, não tente ver o lado bom da situação, não queira seguir em frente com a sua vida. Lembre-se: se existe alguém sofrendo ao seu redor, você deve sofrer junto. Mesmo que saiba que a pessoa jamais faria o mesmo por você.
 Siga essas dicas à risca, e você nunca mais terá uma vida descomplicada!

Esse post surgiu do item 88 da lista de "642 coisas sobre as quais escrever". Adaptado.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Ed Sheeran book tag

Depois de terminar de fazer o último post de tags, eu corri para encontrar mais tags pra responder. Se eu soubesse que era tão legal assim, gente, teria entrado nessa vida há muito tempo.

(Ok, momento da verdade: eu tenho, mais ou menos, 3516484767 posts de tags nos rascunhos apenas esperando para serem publicados. É conteúdo pro ano inteiro e deve sobrar pra 2017, pessoal. Se tudo der certo, esse ano eu faço o BEDA e deixo algumas tags pra agosto, ou eu nunca mais vou precisar responder nada no Entrelinhas, porque a gente tem post pra sempre.)
1. Take it back: um livro que você se arrependeu de ter comprado.
Sem sombra de dúvidas, Guerra dos Tronos, do George R. R. Martin. Pra quem não sabe, esse é o primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, que recentemente (leia-se: há cinco anos, mas isso é bem recente pra mim) foi transformada em série.
Acredito quando me dizem que o livro é maravilhoso e que a adaptação também vale muito a pena. Não ligo quando amigos começam a conversar animadamente sobre qualquer coisa que aconteça durante a história. Sorrio quando vejo alguém marcando outro livro da coleção como lido no Skoob. Mas não adianta, gente. Não houve química entre nós.
2. One: o primeiro livro que te marcou.
Como todo mundo já espera (ou não), a resposta é O Ladrão de Raios, primeiro livro da saga Percy Jackson & Os Olimpianos. Claro que eu me lembro de outros títulos lidos antes desse, mas não há nenhum que eu seja capaz de contar, capítulo por capítulo, o que acontece - coisa que eu sou capaz de fazer com todos os livros de Percy Jackson. 

3. Kiss me: um livro que tenha um personagem que você se apaixonou loucamente.
O Resgate do Tigre, segundo livro da série A Maldição do Tigre, de Colleen Houck. Caí de amores por Kishan, o irmão selvagem e romântico do protagonista.
(Abro um parênteses para alertar que eu recomendo, sim, esse livro, mas nem tanto. É bem clichê e a mitologia não é tão trabalhada quanto poderia. Mesmo assim, eu li aos 13 anos e me apaixonei perdidamente.)
Precisei me segurar para não citar o Leo de Fazendo Meu Filme, porque esse livro já será citado num dos próximos itens. Fica aqui o shout out, no entanto.

4. The A Team: um livro que faz parte do seu top 5 da vida.
Vale citar o top 5 inteirinho? Se não valia antes, agora vale.
1) Sorte Ou Azar?, Meg Cabot.
2) A Maldição do Titã, Rick Riordan. (De todos os livros de PJO, esse é o meu favorito)
3) Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, J. K. Rowling. (De todos os livros de HP, esse é o meu favorito)
4) Fazendo Meu Filme 4, Paula Pimenta. (De todos os livros de FMF, esse é o meu favorito)
5) Em Chamas, Suzanne Collins. (Vocês entenderam)
SOA é, com toda a certeza, o primeiro. Depois dele, a ordem não importa muito, amo todos igualmente.

5. The City: um livro que se passa em alguma cidade que você ama
E aqui está o item de Fazendo Meu Filme
O segundo livro da coleção se passa na cidade de Brighton, na Inglaterra. Acho o lugar muito bonito e morro de vontade de conhecer - inclusive tenho uma história habituada lá, mas isso é segredo.

6. One Night: um livro que você virou a noite lendo.
Harry Potter e As Relíquias da Morte. Entrei no quarto chorando porque era o último livro da saga e só parei de ler, aproximadamente, às 6h da manhã, chorando ainda mais e sem tem certeza se superaria aquele final.

7. Let it Out: um livro que assim que acabou fez você sentir que precisava conversar com alguém sobre.
Os 13 Porquês, de Jay Asher. Quando terminei o livro pensei em escrever um post sobre, mas não me veio nada e eu acabei deixando quieto. Só sei que, durante umas boas semanas, tudo que eu conseguia pensar era em como nossa vida pode afetar a dos demais, mesmo quando não temos essa intenção. Foi a primeira vez em que eu realmente parei para pensar no que estava por trás da história.

8. You Break Me: um livro que te deixou bem mal.
A Esperança, da Suzanne Collins. Me deixou muito mal porque além da Katniss ter perdido tudo e todos, ela ficou meio pancada da cabeça e se obrigou a casar com o Peeta e ter filhos, simplesmente porque parecia certo ou porque ele queria. Isso acabou comigo.

9. Smile: um livro que te deixou bem feliz.
Claro, óbvio, que foi Sorte Ou Azar?. Eu começo aquele livro com um sorrisão na cara, derrubo algumas lágrimas no processo e depois termino rindo que nem boba, com o coração mais leve. Não é à toa que esse lindinho leva o título de meu livro favorito.

10. I Can't Spell: um livro ou autor que você não consegue pronunciar o nome.
O nome da Sarah Pinborough, autora da trilogia Encantadas. Juro pra vocês que nem sei por onde começar a falar o nome dela.

Como essa tag é relativamente nova, vou indicar três pessoas que ainda não fizeram: Ana, Analu e Beca. Quem quiser fazer mesmo sem a indicação, fique a vontade. Quanto mais gente, melhor!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Oito anos

Querida eu aos oito anos de idade,

Agora, com o dobro de sua idade, eu vejo as coisas de maneira completamente diferente.

Em primeiro lugar, o teatro não é a sua vida, e você não vai continuar nele até se formar no colégio. Na verdade, ao longo dos próximos anos, você pensará diversas vezes em desistir. Vai ter desentendimentos com o professor (o último deles te levará a sair), com atrizes que continuarão até depois de você resolver parar e com colegas que verão que teatro também não é a vida delas. Quando perceber isso, tente não se sentir mal por estar jogando tantos anos fora. Depois de algum tempo, não fará mais tanta diferença.

Pessoas vêm e vão na sua vida. Algumas parecem que chegam e durarão a vida inteira, mas não passam de meras figurantes. Outras, você nem pensa a respeito, mas em breve se tornarão mais importantes do que você imagina. Sua melhor amiga vai embora em poucos meses, mas vocês continuarão se falando (mesmo que circunstâncias as afastem durante anos), mesmo que a frequência diminua com o passar do tempo. O seu crush atual vai virar seu amigo, e depois desaparecer (de maneira figurada). Ah, essa palavra, crush, você vai aprender num futuro um pouco distante. Acho que me precipitei ao colocá-la aqui.

Por falar em paixonites, a primeira que você teve não te levou a lugar nenhum. Ainda não aconteceu, só veio aos 9 anos, mas também não vai durar tanto tempo assim. Depois de um tempo vocês vão se afastar e se tornarão completos estranhos, mas você não vai ligar para isso. De uma maneira que apenas nós entendemos, essa distância te fará bem. Pouco a pouco, você vai parar de ligar.

Você está prestes a atravessar anos duríssimos. Queria te dizer para ser forte, mas acho que isso é demais para uma criança tão pequena. Problemas surgirão, e você vai ter que lidar com ele. Para não dizer nada errado, te digo apenas para ser você.

Por fim, quero avisar de antemão que o Ensino Médio não é tudo aquilo que você sempre sonhou. Na verdade, a adolescência num geral não chegou nem perto de atingir as suas expectativas. Mas você vai aprender muitas coisas importantes e conhecer muitas pessoas valiosas, o que até te ajudará a passar por esses péssimos anos. Viva cada coisa no seu tempo.

Às vezes, queria voltar para essa época. Mas acho que não dá mais tempo.

Com carinho,

Você.
Esse post surgiu do item 96 da lista "642 coisas sobre as quais escrever".